terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Leituras em Prosa e Verso: Moreira Campos

No próximo dia 23, o Espaço O POVO de Cultura promoverá o evento "Leituras em Prosa e Verso" tendo o centenário de Moreira Campos como tema. O evento contará com a presença especial do escritor e crítico literário Sânzio de Azevedo, que foi colega do contista quando ambos eram professores da Universidade Federal do Ceará (UFC), e mediada por Carol Campos, neta do escritor. Imperdível!


Leituras em Prosa e Verso: Moreira Campos
Espaço O POVO de Cultura (sede do jornal O POVO)
Avenida Aguanambi, 282
Participação: Sânzio de Azevedo
Mediação: Carol Campos
Dia 23/01 - 19h
Entrada franca

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Vida & Arte: Especial Moreira Campos

A edição de ontem do Caderno Vida & Arte, do jornal O Povo, 05/01, foi totalmente dedicada ao centenário de Moreira Campos. Quem não adquiriu a versão impressa pode conferir todas as matérias na versão online apenas clicando na imagem abaixo. Viva Moreira Campos!

Vida & Arte - O POVO Online
(Clique na imagem!)

Moreira Campos no I Simpósio sobre Literatura Cearense (por Marcos Lima)

Dezembro último, a Universidade Federal do Ceará (UFC), por ocasião do X Encontro Interdisciplinar de Estudos Literários, organizou o I Simpósio sobre Literatura Cearense. Participei do evento apresentando um trabalho sobre a adaptação para os quadrinhos, presente na obra Moreira Campos em Quadrinhos, do conto Dizem que os cães veem coisas, feita por Paulo Amoreira.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Moreira Campos por Nilto Maciel

MACIEL, Nilto. Come me tornei imortal. Fortaleza: Armazém da Cultura, 2013.

O quarto capítulo da recém-lançada obra de Nilto Maciel, Como me tornei imortal: Crônicas da Vida Literária, trata de nosso ilustre contista. Em "Mestre Moreira Campos", Nilto narra o nascimento e o desenrolar da amizade do autor da obra com o mestre contista e como era a relação, sempre humilde, de Moreira Campos com os outros escritores da época. Leitura que vale a pena pela grandeza literária, memorialística e pela qualidade de sempre da Editora Armazém da Cultura!

sábado, 27 de abril de 2013

VIDAS MARGINAIS



(Conto de Moreira Campos)

 

O vento da manhã soprava frio. Mês das grandes marés. O mar quebrava violento de encontro às pedras. Salpicos d’água caíam na ponte. Torquezinha ajeitou na cabeça o xale* surrado. Arrimou-se ao parapeito, à entrada do viaduto, uma das mãos apoiada ao joelho. Soprou, cansada.  E ali ficou-se curva: um caquinho de gente dentro do vestido preto, do xale inútil, rosto engelhado de jenipapo. Os olhos miúdos apertaram-se mais à procura de alguém.

Troles passavam cheios de carga, impelidos à força de músculos. Alguns estivadores esperavam a hora de render o serviço.

O homem sentiu no braço a mão mirrada de Torquezinha. A voz lhe saiu num sussurro.

O sr. Viu o Roque?

O outro parou. Relanceou a vista em torno, procurando o companheiro.

Ah! Lá vem ele.

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